Unha encravada em bebê: como identificar e o que fazer
Categoria: Podopediatria
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Bebê chorando sem causa aparente é uma das situações mais angustiantes para qualquer pai ou mãe. Fome, sono, cólica — a lista de suspeitos habituais é sempre a mesma. Mas existe uma causa que raramente entra nessa lista, apesar de ser surpreendentemente comum: a unha encravada.
Por que bebês têm unha encravada?
A maioria das pessoas associa unha encravada a adultos que cortam a unha errado ou usam calçado apertado. Em bebês, a causa é diferente — e mais simples.
As unhas dos recém-nascidos são muito finas, maleáveis e crescem rapidamente. Em alguns bebês, especialmente nas primeiras semanas de vida, a pele ao redor do dedão do pé fica mais espessa e envolvente do que a unha consegue empurrar — o que faz com que a borda da unha se encrave no tecido lateral espontaneamente, sem nenhuma intervenção externa.
Não é culpa do corte. Não é culpa do calçado. É anatomia.
Como identificar
O bebê não consegue dizer onde dói. Os sinais que pedem atenção são:
- Choro intenso sem causa aparente, especialmente ao calçar meia ou roupa no pé
- Vermelhidão na lateral do dedão do pé
- Inchaço na região periungual
- Febre sem outro foco identificado — pode indicar infecção instalada
- O bebê afasta o pé quando você toca a região
Se o dedo estiver com secreção amarelada ou esverdeada, a infecção já está presente e o atendimento deve ser ainda mais imediato.
O que não fazer
A primeira reação de muitos pais é tentar resolver em casa — empurrar a pele, cortar a ponta da unha, aplicar pomada. Esses procedimentos, sem técnica adequada, podem piorar o encravamento, machucar o tecido e transformar um caso simples em um caso com infecção.
Não tente remover em casa. Em bebês especialmente, a margem de erro é pequena.
Como é o tratamento
Em nossa clínica, o tratamento de unha encravada em bebês é rápido, seguro e feito com os pais presentes — sem exceção.
O procedimento em recém-nascidos e bebês pequenos geralmente dura menos de 1 minuto. Usamos técnica específica para a faixa etária, com analgesia tópica quando necessário, sem agulha injetável. Na maioria dos casos, o alívio é imediato.
Os pais recebem orientações detalhadas sobre como cuidar em casa, como fazer o curativo e o que observar nos dias seguintes.
A partir de que idade é possível tratar?
Desde o nascimento. Não existe idade mínima para o atendimento podológico. Já atendemos bebês com poucos dias de vida.
Liana Gonçalves é podóloga com 15 anos de experiência, atendendo crianças desde recém-nascidos. Atua em Campo Grande-MS.